PRÓLOGO
A noite já havia caído a muito. Por algum motivo, pensaram que seria proveitoso acabar com isso de uma vez. Com certeza o líder bradaria por contraditórias, e que estavam dias adiantados do plano original. Lonwyn cuspiu no chão ao pensar sobre isso, rindo depois junto de seus companheiros. Ninguém ali dava a mínima para o que Cenêo pensaria, estavam a meses com esses planos e nada parecia progredir.
- Essa é a noite, senhores. Ganharemos o que merecemos. E quando eu digo merecer, não é aquele pedaço de merda que os humanos nos deram! - foi seguido por gritos, sabia agora, que ganhou confiança nessa causa. - Vamos pegar esse lugar para nós. Queimaremos as casas, estupraremos todas as mulheres, e então começaremos um novo reino. Haliax será lembrado nesse dia, como o Reino que sangrou; mais renasceu, tão belo como é agora!
Lonwyn sentia-se satisfeito pelos gritos. Homens e mulheres de sua raça, que erguiam a voz e punhos em sua causa. Nenhum deles queriam esperar as ordens de Cenêo. Já era tarde demais, ninguém aguentava esperar. E então ele ergueu o próprio braço, com o punho fechado. Não era uma comemoração como os demais. Insinuou para que se calassem, e assim o fizeram.
Estavam a algumas horas reunidos na costa leste de Haliax, e por enquanto nada havia acontecido. Até agora. O cheiro que emanava no ar era delicioso, ao mesmo tempo que chegava a ser repugnante logo à frente. A morte se propagava pelo ar agora era mais perceptível. Com um urro de raiva, Lonwyn partiu liderando a investida, e como todos os outros ali presentes, sob a pele dos lobos.
O que ele desconfiava era verdade. Estavam atrasados. A cidade de Khors estava estranhamente vazia. Mas o cheiro de sangue era muito bem perceptível. Sentiu uma raiva enorme submergir de dentro dele, não costumava sentir isso tantas vezes, mas sentia-se necessário a o fazer agora que se encontravam nessa situação. Não ousaria por tudo para perder, muito menos com seus irmãos junto de si nesse Reino.
- Avante! Não iremos perder essa cidade.
Disse, numa linguagem peculiar demais para humanos entenderem, pois vinha de uma antiga língua própria. Todos os lobos ali ergueram-se em uivos, arrepiando a noite. É claro que seus inimigos ouviriam isso, e Lonwyn sentiu-se agradável por assim ser. Deixaria que sentissem o medo em seus corações, seja lá quem seriam, não importando que tipo de coisa teriam de fazer.
Sob passos rápidos alcançaram a entrada, um enorme portão de ferro escancarado. As letras de "Khors" pendiam nesses ferros, e não era por mal cuidado. Alguma coisa bateu sobre elas, e pelo sangue que pendia dessas mesmas letras, era humano. Só podia significar uma coisa. Outra raça estava por trás disto. Não seriam os Elfos. Eles não saiam de Aithess por nenhuma circunstância. Só podiam ser os sugadores de sangue.
Claro, é uma forma totalmente carinhosa de chamar os vampiros. Lonwyn rosnou diante dessa possibilidade, mas, novamente, foi o primeiro a liderar os ataques. Uma frota de lobos o seguiu, e abateram os primeiros vampiros que viram. Não sobrou nada além de carcaça para contar história.
As ruas de Khors estavam carregadas de sangue. Esquina por esquina se percebe o quanto de sangue humano foi derramado. Não aguentava mais se segurar de raiva. Por sorte, finalmente achou-se entre a aglomeração dos vampiros, que a esse ponto, com apenas alguns humanos que lutavam contra. Eles estavam entre a vida e a morte, claramente. Mas Lonwyn é orgulhoso demais para deixar os vampiros ganharem dessa forma.
A batalha foi sangrenta. Os lobisomens destroçavam vampiros como se fossem brinquedos. Mas os vampiros também faziam isso, com um e outros. Lonwyn parecia satisfeito completamente com o resultado que estavam tendo no momento. Mas não contou com os terceiros.
- Acham mesmo, que iremos assistir vocês foderem com a porra do nosso Reino?
Junto da fala, uma enorme tormenta passou por cima dos lobisomens e vampiros. Como que os varrendo com fumaça, empurrando os vampiros para longe junto de sangue e fogo, lobos que voltavam a ser pessoas novamente com os ferimentos. Lonwyn não aguentou. Como humano novamente, parou diante daquele homem, alto e pálido, mas não era nenhum vampiro.
- ENONE! - ele exclamou. - Não é de sua conta! Dê o fora daqui!
- Creio que esteja terrivelmente enganado, senhor Lonwyn. Nós viemos para ficar, sinto muito.
E abriu um sorriso perverso no rosto. Agora Lonwyn podia ver. A fumaça na verdade eram homens, "demônios", como são chamados, com membros longos demais para se lutar contra. A ultima coisa que se lembrou, foi de ser agarrado por dois destes, obrigando-o a ir com o rosto contra a terra.
- Poupem os que se renderem! - Enone gritou de cima de um telhado, numa pose majestosa - Haliax já é nossa!
Junto de gritos de vitória e de dor, Lonwyn fechou os olhos, derrotado.
A batalha foi sangrenta. Os lobisomens destroçavam vampiros como se fossem brinquedos. Mas os vampiros também faziam isso, com um e outros. Lonwyn parecia satisfeito completamente com o resultado que estavam tendo no momento. Mas não contou com os terceiros.
- Acham mesmo, que iremos assistir vocês foderem com a porra do nosso Reino?
Junto da fala, uma enorme tormenta passou por cima dos lobisomens e vampiros. Como que os varrendo com fumaça, empurrando os vampiros para longe junto de sangue e fogo, lobos que voltavam a ser pessoas novamente com os ferimentos. Lonwyn não aguentou. Como humano novamente, parou diante daquele homem, alto e pálido, mas não era nenhum vampiro.
- ENONE! - ele exclamou. - Não é de sua conta! Dê o fora daqui!
- Creio que esteja terrivelmente enganado, senhor Lonwyn. Nós viemos para ficar, sinto muito.
E abriu um sorriso perverso no rosto. Agora Lonwyn podia ver. A fumaça na verdade eram homens, "demônios", como são chamados, com membros longos demais para se lutar contra. A ultima coisa que se lembrou, foi de ser agarrado por dois destes, obrigando-o a ir com o rosto contra a terra.
- Poupem os que se renderem! - Enone gritou de cima de um telhado, numa pose majestosa - Haliax já é nossa!
Junto de gritos de vitória e de dor, Lonwyn fechou os olhos, derrotado.
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